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Delirium no pós-operatório de cirurgia cardíaca (Delirium en el postoperatorio de cirugía cardíaca)

Atualizado: Mar 13





Delirium no pós-operatório de cirurgia cardíaca


Ronaldo Altenburg Gismondi

Departamento de Medicina Clínica, Hospital Universitário Antonio Pedro, Universidade Federal Fluminense

Frases de destaque:

O delirium no pós-operatório de cirurgia cardíaca está relacionado com idade, acidente vascular cerebral (AVC) prévio, comorbidades psiquiátricas e demência pré-estabelecida.

A dexmedetomidina é um agente farmacológico associado a menor risco de delirium após cirurgia cardíaca.

Texto:

A cirurgia cardíaca está sabidamente associada com risco de complicações neurológicas. Didaticamente, elas são divididas em dois grupos:

· Grupo 1: presença de alteração focal. Representado basicamente pelos AVCs perioperatórios;

· Grupo 2: sem lesão focal. Incluem os déficit cognitivos e de memória.

A prevalência dessas complicações é estimada entre 5 e 10% das cirurgia. O delirium, per se, é uma complicação neurológica, mas cuja incidência é muito maior, podendo chegar a 50% dos pacientes.

Quais são os pacientes de maior risco? Uma meta-análise com revisão sistemática [1] identificou os seguintes fatores:

· Idosos;

· AVC prévio;

· Demência ou déficit cognitivo conhecido;

· Comorbidades psiquiátricas;

A ferramenta para diagnóstico, validade nas cirurgias cardíacas, é o conhecido Confusion Assessment Method in Intensive Care Unit (CAM-ICU).

E como fazer o tratamento e a prevenção?

A parte não farmacológica é a mesma do delirium em outros cenários clínicos, bem como o uso de antipsicóticos para as crises de agitação.

O grandes destaque na cirurgia cardíaca fica na prevenção. Uma meta-análise [2] recente com 14 estudos e 14 mil pacientes mostrou que o uso de agentes farmacológicos reduziu em 17% o risco de delirium. Outro estudo [3], com desenho semelhante, mostrou que a dexmedetomidina apresentou menor incidência de delirium quando comparada com propofol.

Referências:

1. Gosselt A, Slooter A, Boelt P et al. Risk factors for delirium after on-pump cardiac surgery: a systematic review. Critical Care (2015) 19:346 DOI 10.1186/s13054-015-1060-0.

2. Tao R, Wang XW, Pang LJ et al. Pharmacologic prevention of postoperative delirium after on-pump cardiac surgery: A meta-analysis of randomized trials. Medicine (Baltimore). 2018 Oct;97(43):e12771. doi: 10.1097/MD.0000000000012771.

3. Djaiani G, Silverton N, Fedorko L et al. Dexmedetomidine versus Propofol Sedation Reduces Delirium after Cardiac Surgery: A Randomized Controlled Trial. Anesthesiology. 2016 Feb;124(2):362-8. doi: 10.1097/ALN.0000000000000951.





Delirium en el postoperatorio de cirugía cardíaca


Ronaldo Altenburg Gismondi.

Departamento de Medicina Clínica, Hospital Universitario Antonio Pedro, Universidad Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brazil.

(Traducción al español: Roberta Castro y Cinthya Lecor)

Puntos clave:

El delirium en el postoperatorio de cirugía cardíaca está relacionado con:

· Edad

· Antecedente de accidente cerebrovascular

· Comorbilidades psiquiátricas

· Demencia preestablecida.

La dexmedetomidina es un agente farmacológico asociado con un menor riesgo de delirium después de una cirugía cardíaca.

Texto:

Se sabe que la cirugía cardíaca está asociada con el riesgo de complicaciones neurológicas.

Êstas se clasifican en dos grupos:

• Grupo 1: presencia de cambios focales. Básicamente representado por accidentes cerebrovasculares perioperatorios.

• Grupo 2: sin lesión focal. Incluyen déficits cognitivos y de memoria.

La prevalencia de estas complicaciones se presentan entre un 5% y 10% de las cirugías. El delirium en si, es una complicación neurológica, pero la incidencia es mucho mayor, llegando al 50% de los pacientes.

¿Qué pacientes tienen mayor riesgo?

Un metanálisis de revisión sistemática [1] identificó los siguientes factores:

• Ancianos;

• Accidentes cerebrovasculares previo;

• Demencia o deterioro cognitivo conocido;

• Comorbilidades psiquiátricas;

La herramienta de diagnóstico, válida en cirugías cardíacas, es el conocido Método de Evaluación de Confusión en la Unidad de Cuidados Intensivos (CAM-ICU).

¿Y cómo hacer tratamiento y prevención?

La parte no farmacológica es la misma que en el delirium en otros entornos clínicos, así como el uso de antipsicóticos para los ataques de agitación.

Lo más destacado en cirugía cardíaca es la prevención.

Un metaanálisis reciente [2] con 14 estudios y 14,000 pacientes mostró que el uso de agentes farmacológicos redujo el riesgo de delirium en un 17%.

Otro estudio [3], con un diseño similar, mostró que la dexmedetomidina tenía una menor incidencia de delirium en comparación con el propofol.

Referencias:

  1. Gosselt A, Slooter A, Boelt P et al. Risk factors for delirium after on-pump cardiac surgery: a systematic review. Critical Care (2015) 19:346 DOI 10.1186/s13054-015-1060-0.

  2. Tao R, Wang XW, Pang LJ et al. Pharmacologic prevention of postoperative delirium after on-pump cardiac surgery: A meta-analysis of randomized trials. Medicine (Baltimore). 2018 Oct;97(43):e12771. doi: 10.1097/MD.0000000000012771.

  3. Djaiani G, Silverton N, Fedorko L et al. Dexmedetomidine versus Propofol Sedation Reduces Delirium after Cardiac Surgery: A Randomized Controlled Trial. Anesthesiology. 2016 Feb;124(2):362-8. doi: 10.1097/ALN.0000000000000951.

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